sexta-feira, 13 de novembro de 2009

RECONSTRUTIVISMO

Esta filosofia do ensino visa trabalhar o ser humano no ideal da reconstrução humana, independente das bases culturais em que cada um foi criado. Só não concordo com o reconstrutivismo porque se pretende transformar uma sociedade, sem eliminar os maus, sem levar em consideração que alguns elementos da sociedade são nocivos por natureza e que estes devem ser detectados e excluídos da escola e mais ainda, da sociedade. Se a todos forem dados condições iguais de habitação, saúde e lazer, ainda assim haverá o mal, porque o mal está na natureza humana, infelizmente não dá para contar com todos para reconstruir a sociedade.






A educação deve conduzir o homem a uma profunda
transformação de mentalidade para que o enorme
poder tecnológico à sua disposição seja usado para
criar em vez de destruir e matar. A sociedade deve ser
transformada, não apenas por meio de ações políticas,
mas também através da educação de todos os
seus membros para uma nova visão de vida em comum.
(OLIVEIRA (org), 1993, p. 112)

POSITIVISMO NA EDUCAÇÃO

O currículo escolar enfatiza o conhecimento científico,
o conhecimento passível de experimentação e caracterizado
pela absolutização da linguagem científica
e da matematização das ciências, decretando, dessa
forma, a “morte da metafísica” [...] Esse tipo de educação
incentiva de tal forma o especialismo que os
alunos se tornam incapazes de qualquer julgamento
crítico sobre a realidade que os cerca. (OLIVEIRA
(org.), p.101)




O positivismo de Auguste Comte influenciou a educação, para este pensador o que importa é o que pode ser reproduzido no laboratório, é o que pode ser experimentado. Enquanto a educação teológica visa especular qual o conceito de Deus sobre as coisas e a educação metafísica procura entender o porque as coisas são assim, a educação positivista quer entender como o processo acontece e como pode ser reproduzido. O positivismo é importante para o desenvolvimento humano, mas não podemos esquecer que tudo tem um propósito que é Deus, Deus é a razão das coisas e sem nele nada existiria. Este entendimento esta acima do positivismo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MINHA HISTÓRIA DE LEITURA

“A minha história de leitura inicial é muito precária, retardatária e clandestina, diferente do mundo de livros, que fez parte da vida de outros escritores. Ela serve para questionar um certo senso comum: para ser escritor, é preciso ter lido os clássicos, sem esquecer a filosofia, a história e os contos da carochinha.

Ninguém me contou histórias, não havia livros em casa, meus pais mal sabiam ler. Aquela biblioteca escolar nunca existiu. Não houve clássicos na minha infância. Quando penso como comecei a ler, lembro de um peixe alado sem saber muito bem a razão. Talvez porque essa imagem - do espinhaço às asas invariavelmente azuis - me revele a realidade e o sonho casados em partes iguais.






Meu primeiro contato com os livros só aconteceu aos 15 anos, e a obra que me abriu as portas do maravilhoso mundo das narrativas foi Os padres também amam, de Adelaide Carraro, para muitos leitura apelativa, de "sacanagem" mesmo, principalmente esta que mistura sexo com religião.

Foi isso: comecei com pornografia, no meu caso salutar e necessária para a satisfação de algumas curiosidades sexuais da adolescência. Bem depois, só com 18 anos, fui ler [Antoine] Saint-Exupéry, Machado de Assis e Clarice Lispector, que é minha companheira de leitura desde sempre e, falando subjetivamente, a escritora que pedi a um peixe alado, sem a menor noção de palavras ou anzóis. Vieram então Graciliano Ramos, [Julio] Cortázar, [Gabriel] García Márquez, Murilo Rubião e tantos outros.

Hoje, acredito que essa ausência de leitura até a adolescência e, depois, um excesso de livros, personagens e pessoas fizeram de mim um escritor. Um toque inicial do acaso seguido de um caso definitivo de amor.”

Entrevista do escritor Jorge Miguel Marinho a Editora Ática

terça-feira, 4 de agosto de 2009

FRACASSO ESCOLAR

Circula pelos meios acadêmicos algumas teorias elaborada pelos catedráticos e livres pensadores sobre as razões que levam os alunos ao fracasso escolar, entre elas citaremos duas:
1 – CARÊNCIA CULTURAL
Teoria que teve boa aceitação entre os estudiosos, esta doutrina surgiu nos Estados Unidos e segundo este pensamento as crianças de classes sociais menos privilegiadas fracassam na sua vida escolar devido à carência cultural por não terem acesso mínimo às informações. Culturais no lar.

Concordo plenamente com esta teoria, pois pais que não tiveram e nem valorizarão o estudo e a boa formação educacional e que vivem em um ambiente que não tem em estima o progresso cultural, com certeza influenciará a criança para ter a mesma visão sobre o valor do estudo.

2 – REPRODUTIVISTA

Segundo esta teoria o fracasso escolar é culpa da escola, o francês Pierre Bourdieu defensor desta doutrina atribuía a escola o fracasso escolar, por ela ser um aparelho ideológico do Estado que visa manter as desigualdades sociais, onde as culturas valorizadas são as dominantes. Esta teoria atribui as formas de exame oral e escrito, como um método que é vantajoso para as classes sociais de melhor recurso financeiro.

Na aula número 30 da UNIMES VIRTUAL da disciplina de Psicologia da Educação ainda li este comentário dos educadores:

“É lamentável, mas muitos dos nossos educadores não
percebem sua participação nessa injustiça, atuam sem
compreender que a escola é um instrumento que trata de
modo desigual as classes sociais e prejudica uma boa parte de seus
alunos.”







Não entendo o que eles estão tentando se referir... Se a aula é dado para todos no mesmo horário, no mesmo ambiente, o mesmo curriculum e as provas são aplicadas igualmente a todos os alunos, onde está a desigualdade???

Não podemos mudar a grade curricular, ou os ensinos como as regras gramaticais e a geografia do mundo apenas para dizer que o aluno que não estuda e mora na favela e responde que “nós está certo” e que Ohio é um Estado do Brasil e que isto é uma questão cultural e que devemos respeitar o ponto de vista do aluno....

terça-feira, 7 de julho de 2009

AVALIAÇÃO

MEU COMENTÁRIO SO BRE O TEXTO ABAIXO É QUE O MÉTODO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS NÃO PODE SER ABANDONADO E TROCADO POR UMA AVALIAÇÃO SUBJETIVA DOS PROFESSORES, O CONJUNTO DE AVALIAÇÕES É MELHOR PARA REALMENTE AVALIAR O QUE O ALUNO ASSIMILOU.


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A prática da avaliação escolar, dentro do modelo liberal conservador, terá de, obrigatoriamente, ser autoritário, pois esse caráter pertence à essência dessa perspectiva de sociedade, que exige controle e enquadramento dos indivíduos nos parâmetros previamente estabelecidos de equilíbrio social, seja pela utilização de coações explícitas ou pelos meios de comunicação. A avaliação educacional será, assim, um instrumento disciplinador não só das condutas cognitivas como também das sociais, no contexto da escola. Ao contrário, a prática da avaliação nas pedagogias preocupadas com a transformação deverá estar atenta aos modos de superação do autoritarismo e ao estabelecimento da autonomia do educando, pois o novo modelo social exige a participação democrática de todos. Isso significa igualdade, fato que não se dará se não se conquistar a autonomia e a reciprocidade de relações.
FONTE:
br.monografias.com/trabalhos/avali/avali.shtml



Se o aluno não estivesse bem no momento da prova, nervoso ou ansioso, apresentando algum problema de saúde ou emocional, ficaria prejudicado devido ao modelo de avaliação, que era autoritário.
Segundo Ana Maria Avelã Saul, "A avaliação está se tornando o centro da aula, em torno do qual tudo gira. Só que em vez de centralizar a ação nos processos de produção de conhecimento, de ensino-aprendizagem que envolvem as pesquisas e as relações professor-aluno, tudo é voltado para a avaliação."
Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394, de 1996, essa visão mudou.
Passou-se a avaliar o aluno em outros aspectos, considerando todo o seu potencial diante do processo ensino aprendizagem, o seu envolvimento diante da educação, através da participação em sala, envolvimento nas atividades propostas em sala de aula, tarefas e trabalhos de casa, responsabilidades com a entrega dos mesmos, somando-se todos esses para fazer o fechamento da média do aluno.
A avaliação deve ser feita como um processo contínuo, ao longo do período escolar, estando integrada aos objetivos do fazer do professor, que devem ser bem definidos.
FONTES:
http://www.educador.brasilescola.com




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Paola Gentile e Cristiana Andrade diz o seguinte sobre a Avaliação:

“A avaliação, que durante décadas foi um instrumento ameaçador e autoritário, está mudando, mas continua sendo um dos grandes nós da educação moderna.”

Discordo da Paola Gentile em dizer que o sistema de avaliação com provas e reprovação é negativo, pois a sobrevivência humana e das espécies é baseado em provas, reprovações e aprovações. O ideal é que as avaliações sejam feitas com vários métodos para que se possa ter uma visão ampla do crescimento cognitivo dos alunos, podendo o docente perceber que tipo de avaliação é mais receptivo por cada aluno.




Vanda Felício dos Reis leciona Matemática para a 6ª série no Centro Educacional Pluri, em Presidente Prudente, interior de São Paulo. Usa o seguinte método:

Os próprios alunos escrevem relatórios individuais sobre o que sabiam antes, como participaram das tarefas, o que apreenderam e as dificuldades encontradas. No final do bimestre, todos fazem uma prova. A soma desses elementos indica a evolução dos estudantes e permite à professora conhecer a maneira particular de cada um aprender. "Quanto mais completa for a análise sobre o crescimento cognitivo da criança, mais chance eu tenho de ajudá-la", ensina Vanda.

O ideal é que os docentes tenham esta preocupação de conhecer cada aluno e saber quais métodos são mais receptivos pelos estudantes e que trazem mais resultados no aprendizado. Por isso deve haver uma certa liberdade para que os professores apliquem métodos de ensino e avaliação que melhor se ajuste a sua classe.

terça-feira, 16 de junho de 2009

PROFESSORES TALENTOSOS

O trabalho acadêmico MÍDIA, IMAGINÁRIO DE CONSUMO E EDUCAÇÃO de
PAOLA BASSO MENNA BARRETO GOMES quando publicado em Abril/2001 trazia a seguinte reflexão:
“Diante de tão grande número de ofertas visuais, performáticas e espetaculares na
sociedade, a escola encontra-se em desvantagem, pois os chamados auxiliares de
ensino audiovisual, a comunicação corporal do professor, sua retórica, não
convencem. O mundo da escola é um mundo cinza, parado e passivo. As imagens na
escola são manipuladas como se fossem neutras e inofensivas, além de serem mal
aproveitadas em termos de possibilidade educativa. Não se prepara o professor para
desempenhos comunicativos e expressivos ao nível do desafio do ensino e das
crianças atuais, não se prepara o professor, sobretudo, para dialogar com o mundo
através de um universo imagina.”

A didática deve enfocar a capacidade dos professores de atrai os alunos para a aula, causando-lhes interesses e curiosidades. O professor precisa ter ciência da comunicação para que o seu estilo de ensinar desperte a atenção dos alunos. Talvez precise ser áspero, talvez precise ser engraçado, talvez precise ser profundo, é preciso que o professor tenha sensibilidade para conhecer sua platéia.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

MÍDIA INFORMA, ESCOLA EDUCA

O texto abaixo tem como autora Ana Maria Di Grado Hessel e faz parte da Biblioteca do curso Gestão Escolar e Tecnologias. As TIC podem auxiliar na gestão da escola, PUC-SP, 2004 e reza assim:

A escola perdeu a sua principal função de transmitir saber e os gestores precisam
fomentar na sua equipe escolar a discussão sobre as novas relações do homem com
o conhecimento. O fato é que as novas mídias dão conta de distribuir a informação
com abundância e velocidade, além de utilizarem procedimentos e roupagens mais
atraentes.




Acredito que a escola deve voltar em preparar o homem para a sociedade e para a família e por que não dá orientações básicas sobre religião, pelo menos os princípios básicos que é comum a todas as religiões. A escola pode preparar os alunos para a vida e deixar para as mídias a tarefa da informação. Mas isso não significa que a escola perderá de vez a sua tarefa de transmitir conhecimento, A escola orientará os alunos a como obterem informação através das mídias.

O texto da professora Ana Hessel é oportuno em mostrar que as mídias possuem informação em abundância, velocidade e roupagem atraente. Com certeza é mais agradável assistir um filme sobre os romanos, do que lê um livro sem ilustração.